segunda-feira, 10 de outubro de 2011

IBGE deve mudar cálculo da inflação oficial a partir de janeiro de 2012


Nova fórmula vai levar em conta o orçamento familiar

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) vai divulgar, no próximo mês, mudanças no peso que produtos e serviços têm no orçamento familiar. Na prática, as novas informações deverão provocar modificações na fórmula de cálculo da inflação oficial do país, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgada pelo próprio instituto.

A mudança, a primeira na fórmula de cálculo da inflação oficial desde 2006, será aplicada a partir do IPCA de janeiro de 2012.
Segundo o IBGE, a nova estrutura de consumo dos brasileiros têm como base a POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares ) de 2008/2009.

A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse que é importante levar em conta estes dados.

- Esse é um aspecto importante, porque atualiza a estrutura de consumo do brasileiro. Embora o hábito possa não ter mudado em relação à introdução de novos itens, muitas vezes o valor gasto com determinado item muda. Como as pessoas estão comendo mais, em função da renda, poderemos ter um aumento do peso dos produtos alimentícios, por exemplo.

A nova fórmula também será aplicada ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor ), que mede a inflação para as famílias com renda até seis salários mínimos.

Fonte: R7

Crise mundial faz indústria automobilística rever meta de exportação


A indústria automobilística exportou entre janeiro e setembro 4,4% mais veículos do que em igual período do ano passado, incluindo automóveis, caminhões e ônibus. Só os embarques de máquinas agrícolas aumentaram 4% nos nove primeiros meses de 2011. Mesmo assim, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mantém a projeção de queda de 3,4% no volume exportado até dezembro.

Segundo o vice-presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku, em novembro o setor deverá apresentar uma revisão das metas anunciadas para 2011, como consequência da crise econômica internacional. Ele informou que, por enquanto, estão mantidas as previsões de crescimento de 5% nas vendas no mercado doméstico e de aumento de 1,1% na produção.

Na análise do executivo, “foi absolutamente normal e esperado” o recuo de 19,7% no número de unidades vendidas pelas montadoras instaladas no país ao longo do mês passado. “Setembro sempre apresenta uma queda sobre agosto. Além disso, tivemos dois dias úteis a menos, greve em algumas montadoras e fábricas de autopeças e o feriado de Sete de Setembro”, justificou ele.

Com relação à concorrência da indústria nacional com os carros que vêm do exterior, o dirigente disse que um estudo do setor apresentado ao governo federal para subsidiar uma política industrial específica mostra que, caso não sejam tomadas medidas para conter a entrada de veículos importados, o produto nacional será minoria nas revendas até 2020. Em oito anos, a participação dos importados pode chegar a 51% em um mercado estimado de 6,3 milhões de veículos.

Sobre a entrada de veículos do Uruguai com isenção do Imposto Sobre Produto Industrializado (IPI), Moan Yabiku disse que, nesse caso em particular, há o acordo comercial do Mercosul, com regime semelhante ao que existe nas relações com o México e a Argentina. O comércio com o Uruguai é superavitário em US$ 240 milhões por ano.

Yabiku esclareceu que o apoio das montadoras à elevação do IPI em 30 pontos percentuais sobre os carros importados leva em consideração a proteção dos empregos internos. Em setembro, havia 145,1 mil trabalhadores empregados no setor automotivo, ante 144,7 em agosto. No acumulado do ano, as fábricas ampliaram o número de postos de trabaçho em 8,3%.

Para manter a competitividade, a indústria automobilística nacional promete investir US$ 21 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos até 2015.

Fonte: Diário de Pernambuco