segunda-feira, 3 de maio de 2010

Solidariedade e integração dos povos



As celebrações do 1° de maio em São Paulo tiveram início na manhã deste sábado com uma atividade ecumênica no Memorial da América Latina, complexo arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, um dos principais cartões postais da cidade de São Paulo, localizado no bairro da Barra Funda.

A atividade teve início por volta das 11h da manhã com representantes de várias condições religiosas em uma corrente coletiva reivindicando justiça social e qualidade de vida a todos.

O momento de maior emoção foi a homenagem a Dra. Zilda Arns, médica sanitarista, fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, por seu exemplo de entrega e dedicação a causa dos necessitados e injustiçados. Zilda foi uma das vitimas fatais do terremoto ocorrido há alguns meses no Haiti.

“Zilda sempre lutou para salvar vidas. Ela pode ser considerada um modelo de trabalhadora pela sua missão humanitária. Agradeço à CUT por homenagear esta grande mulher”, destaca a Irmã Beatriz Hobold, prima de Zilda.

Os religiosos também lembraram as demais vítimas do terremoto no Haiti, do Chile e de outras tragédias que têm assolado o mundo, destacando a solidariedade entre os povos.

Manoel Messias, secretário de Saúde do Trabalhador da CUT, compareceu à cerimônia, lembrando que a data remete à luta e à reflexão. “Neste momento a integração latino-americano é um elemento muito importante para o movimento sindical, especialmente para CUT, que têm feito um trabalho intenso pela igualdade de direitos trabalhistas e sociais entre os países.”

Emilio Pedroso, recepcionista, elogiou a iniciativa da CUT de realizar o 1° de maio com a temática latino-americana. “Decidi vir ao 1º de maio da CUT por isso. Não basta ter shows e atrações legais, precisa ter cultura, informação, como está fazendo a CUT.”

A unificação dos trabalhadores de vários setores foi destacada por Maria Lucia, gestora ambiental, que acompanhou a atividade desde o início. “O Brasil passa por um momento muito bom, mas não basta apenas o desenvolvimento econômico, é preciso pensar em vários outros pontos, como o desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda e igualdade social. Estou aqui como uma trabalhadora que quer ver a continuidade do crescimento do nosso País, mas com responsabilidades sociais.”